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22 de Setembro de 2016

Em meio a instabilidade econômica, MS melhora no Ranking de Competitividade dos Estados

 

Mato Grosso do sul é o quinto estado em competitividade do Ranking de Gestão e Competitividade dos Estados 2016. Em relação ao ano passado, o avanço foi de quatro posições. O levantamento é do Centro de Liderança Pública é da consultoria britânica Economist Intelligence Unit (EIU). 
 
O Ranking é um levantamento que analisa a capacidade competitiva dos 26 estados brasileiros e o Distrito Federal, nos pilares: potencial de mercado, infraestrutura, capital humano, educação, sustentabilidade social, segurança pública, solidez fiscal, eficiência da máquina pública, inovação e sustentabilidade ambiental.

Para o presidente do MS Competitivo, Edison Araújo, um dos fatores que  influenciou nesse resultado está a atuação do Programa de Modernização da Gestão Pública, iniciada em 2015, com apoio da Fecomércio/MS e demais instituições e empresas.

Dentre os principais fatores que contribuíram para esses avanços está a solidez fiscal. Embora tenha ganhado algumas posições em outros pilares, na solidez fiscal houve uma mudança de desempenho significativa.

A autonomia fiscal em Mato Grosso do Sul também apresentou melhoria de indicadores: passou do 10º lugar para o 6º no ranking brasileiro, representando um aumento na autonomia de quase 2% em 2016, na comparação a 2015. “Apesar de discreto o número, isso já implica dizer que tem diminuído a dependência estadual do âmbito federal”, explica Daniela Dias, do Instituto de Pesquisa Fecomércio MS (IPF MS). 
 
Outro indicador da solidez fiscal que se destacou foi o resultado nominal, em que o Estado passou da 11ª para a 4ª posição, um ganho de 18,39%. Fato que pode ser explicado em partes também pelo aumento da autonomia fiscal. Mais um ponto positivo foi o crescimento potencial da força de trabalho e a inserção econômica significativa em relação a média nacional. No que se refere ao crescimento potencial da força de trabalho, observa-se que no Mato Grosso do Sul, também a produtividade e qualificação do trabalho ganharam uma posição, na comparação a 2016. Quanto à inserção econômica e inserção econômica de jovens, estas foram ainda mais significativas e representaram, respectivamente, a quarta e terceira posição no ranking nacional, um aumento de 5,76% e 28,44%, significando que a proporção de ocupados na população economicamente ativa tem aumentado.

Desafios

O índice de competitividade pode funcionar como uma ferramenta na identificação de pontos falhos e desafios ao Estado. E é nesse sentido, que apesar do Mato Grosso do Sul se posicionar como o 5º Estado em taxa de crescimento do PIB, vale ressaltar que o mesmo perdeu três posições em relação ao ano passado. E esse é um dos principais desafios que o Estado tem enfrentado em meio a instabilidade econômica.
 
“No que se refere a infraestrutura, houve melhora em alguns indicadores, mas ainda necessitam de atenção a disponibilidade de voos diretos, qualidade de energia elétrica e das rodovias que perderam em índices de competitividade e posições”, explica Daniela Dias.

Em cenário semelhante, a educação praticamente se manteve estagnada em 2016, bem como a segurança pública, sustentabilidade ambiental e a inovação. Enquanto a saúde demonstrou resultados piores, em relação a 2015, no que tange ao acesso ao esgoto, mortalidade materna e precoce.

"Acreditamos que esses resultados refletem a soma de esforços das organizações púbicas e privadas, e nesse sentido o Movimento MS Competitivo vem trabalhando desde 2004, levantando a bandeira da excelência na gestão, e na mobilização de lideranças para melhoria da qualidade, produtividade e competitividade das organizações. O resultado é visível nas entidades que se comprometem com a gestão", explica Edison Araújo.
 
Conheça o relatório na íntegra: http://www.rankingdecompetitividade.org.br/