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Dívida líquida cresce a 45% do PIB

 

O governo federal, estados, municípios e estatais economizaram juntos R$ 7,14 bilhões em março para o pagamento de juros. Esse esforço fiscal, denominado superávit primário do setor público consolidado, é 45,86% menor que o registrado em março de 2006. O pagamento de precatórios e dividendos de estatais explica a piora das contas no mês passado.
Em março, o Governo Central – que inclui o Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central – teve superávit de R$ 3,913 bilhões; os governos regionais – estados e municípios – tiveram resultado positivo de R$ 3,150 bilhões; e as estatais apresentaram tiveram R$ 75 milhões. Esse esforço fiscal, no entanto, foi insuficiente para cobrir o gasto com juros de R$ 13,916 bilhões no mês. Sem conseguir cobrir totalmente a despesa, março terminou com déficit nominal de R$ 6,778 bilhões.
O chefe do departamento econômico do Banco Central, Altamir Lopes, atribui a queda do superávit primário ao pagamento extra de R$ 4,7 bilhões. Em março, a conta de precatórios da União somou R$ 3,4 bilhões, sendo R$ 2,1 bilhões de responsabilidade da Previdência Social e R$ 1,3 bilhão do governo federal. A conta de gasto foi engordada pelos R$ 1,392 bilhão em dividendos das estatais federais não-financeiras. O valor se refere, basicamente, ao pagamento feito pela Petrobras aos seus acionistas privados. Lopes observa que esses pagamentos são sazonais e que não sinalizam a deterioração das contas públicas. Assim, ele espera que o resultado de abril seja mais robusto que o de março.
Com a piora das contas, a dívida líquida do setor público voltou a crescer. No mês, ela somou valor equivalente a 45% do Produto Interno Bruto (PIB) ou o equivalente a R$ 1,088 trilhão. O resultado de março é 0,30 ponto percentual maior que o registrado em fevereiro, quando a dívida marcava 44,7% do PIB.


Fonte: Gazeta Mercantil

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