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México e Uruguai congelam preços de alimentos

 

Governos negociam com empresários para conter custos. Na Argentina, manifestantes tomam conta do país

A preocupação com o crescente aumento dos preços dos alimentos levou o presidente do México, Felipe Calderón, a anunciar ontem o congelamento do custo de 150 produtos que compõem a cesta básica até o fim do ano. No Uruguai, o governo fechou acordo com a indústria frigorífica do país para congelar os preços de três cortes de carne bovina. Já a Argentina amanheceu tomada por manifestações pró e contra o governo, por causa da tributação das exportações de grãos.

O congelamento no México foi possível graças a um acordo com a Confederação das Câmaras Comerciais, principal entidade empresarial do país, que agrupa 46 setores, abrangendo produtos como farinha, conservas, molhos picantes, pimenta jalapeña, óleo, feijão e algumas bebidas, entre outros.

Ato pró Cristina Kirchner lota a Praça da Maio

O presidente da confederação, Ismael Plascencia, porém, ressalvou que os preços serão mantidos desde que não ocorram "contingências extraordinárias na economia nacional". A inflação no país está próxima dos 5%, quando a meta do Banco Central é de 3%, com tolerância de um ponto percentual.

No Uruguai, o diretor da Secretaria de Planejamento e Orçamento, Enrique Rubio, afirmou que serão mantidos os preços do acém, da paleta com osso, cortes dianteiros, e do coxão bola, corte traseiro.

Já a presidente argentina, Cristina Kirchner, aproveitou a gigantesca manifestação na Praça de Maio para acusar a cúpula agropecuária de seu país de interferir na democracia. Num discurso pouco conciliador, em momentos em que o país está mergulhado na pior crise econômica e política desde 2001, Cristina disse que, com intolerância, buzinas, panelas e bloqueio de estradas não se resolvem os problemas da Argentina.

Na véspera, ela enviou ao Congresso a proposta que eleva a tributação dos grãos e foi o estopim da crise. A decisão foi bem recebida pela cúpula agropecuária e a oposição. Porém, o discurso de Cristina ontem voltou a gerar tensão. A presidente disse que quatro pessoas que não foram eleitas por ninguém (em referência aos presidentes das quatro principais associações rurais do país) não podem dizer aos argentinos quem pode ou não passar por uma estrada. A cúpula agropecuária prorrogou, até amanhã, a paralisação da comercialização e exportação de grãos.

Economistas temem que a disputa pare o processo de crescimento que começou em 2003. No primeiro trimestre, o PIB subiu apenas 0,6% em relação ao último trimestre de 2007, o pior resultado desde 2002. Em 12 meses, cresceu 8,4%. A crise na Argentina não está afugentando os turistas brasileiros, diz a Associação Brasileira de Agências de Viagens. Segundo o gerente da agência CVC Luiz Soto, o real valorizado em relação ao peso fez a procura por Buenos Aires e Bariloche aumentar 30% este ano.

Fonte: O Globo

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